o que é comercio eletronico

Mesmo que você não saiba definir o que é comércio eletrônico, posso afirmar que já fez uso dele, nem que seja uma vez na vida. Quando você compra a TV mais barata na loja virtual do que na loja física de uma grande rede varejista, por exemplo, já está usufruindo do comércio eletrônico.

Se você pedir uma comida através de um aplicativo, comprar livros num sebo virtual, ou encomendar produtos importados através de um site, também estará usando o comércio eletrônico.

Mesmo se colocar algo usado seu para vender ou trocar em sites especializados, ou se pedir um documento em cartório no site específico para isto, acredite, estamos nos valendo de vários tipos de e-commerce.

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Mas o que é comércio eletrônico?

O comércio eletrônico, portanto, é um processo ou transação de negócios, realizado por uma ou mais pessoas, usando um computador ou rede de acesso (celulares, tablets).

Desde que o comércio através da internet foi autorizado, em 1991 no exterior, e em 1995 aqui no Brasil, inúmeras novas oportunidades foram criadas, para quem vende e para quem compra.

O comércio eletrônico, ou via internet, atende à muitas necessidades de empresários e consumidores, ao reduzir os custos de operação de um negócio, diminuir tempo de entrega, melhorar a qualidade e oferta de produtos e serviços e facilitar a comunicação entre vendedor e cliente.

E como funciona o comércio eletrônico?

Imagine o comércio tradicional, de rua, nos shoppings. Você precisa de um produto, por exemplo uma blusa nova, florida, tamanho M. Para comprar, precisará entrar e sair de dezenas de lojas, até achar – e se achar – a sua blusa perfeita.

Mas, se você tiver um celular na mão com acesso à internet, pode digitar no mecanismo de busca: blusa feminina/florida/tamanho M e “dar um enter”. Seja no Google, no Bing ou outro site de busca, em poucos segundos aparecerão centenas de ofertas e lojas – virtuais – com uma imensidão de modelos, estampas, tecidos e preços para você escolher.

Clicando nas opções que gostou, pode verificar os detalhes do produto. E se quiser fechar a compra, será levado para um ambiente seguro, a “loja virtual”, onde deverá fazer um cadastro.

A loja virtual precisará saber seu nome, endereço (que será usado para a entrega), telefone, e-mail, CPF, para ter seu cadastro. Você terá opções de pagar em cartão, boleto ou bancos on-line. E, sem gastar sapato, suar a camisa ou se estressar com trânsito, terá adquirido a blusa que buscava!

Este é o tipo de negócio chamado “do negócio ao consumidor”, ou seja, de uma loja com um comprador. Simples assim. Pode-se encontrar de tudo: comida, bijuterias, aparelhos eletrodomésticos, livros, brinquedos, utensílios de cozinha, vestuário, enfim, praticamente qualquer coisa.

Exemplos: lojas virtuais de grandes empresas, como Ponto Frio, Casas Bahia, Habib’s, Mc Donald”s, O Boticário, C&A, Lojas Marisa.

Outro tipo de comércio eletrônico bem comum é o de “consumidor a consumidor”. São grandes plataformas (lojas) digitais, intermediadoras de empresas menores, em sua maioria micro e pequenos empreendedores.  

Como exemplo temos: Mercado Livre, Madeira & Madeira, Trivago e OLX, bem conhecidas pelo público.

O comércio eletrônico veio para ficar?

A evolução do ecommerce no Brasil.

Ao que tudo indica, sim.

Nos Estados Unidos e Europa, o comércio eletrônico já tem quase 20 anos. No Brasil, vem ganhando força e visibilidade nos últimos anos.

Nosso país lidera em volume o comércio eletrônico, se comparado com México e outros países da América Latina, que são menores que nós.

Porém, se considerarmos o uso do comércio eletrônico proporcionalmente ao número de habitantes de cada país, quem lidera é o Chile, com 65% da população usando este recurso. Os dados são do início do ano de 2018 (fonte IDC ecommere Model 2015).

Se as grandes redes já fizeram seu êxodo para o mundo digital, ampliando as opções de compra para o consumidor, pequenas redes não ficaram atrás.

Hoje você pode baixar em seu celular os “aplicativos” que aproximam você de suas lojas favoritas.

Você torna-se cliente fiel ao ganhar descontos, saber de promoções em primeira mão, e ter acesso a isso tudo com um só clique na tela de seu celular.

Pequenos empreendedores também estão aprendendo a usar a internet a seu favor. Em seus sites, apresentam seus produtos e vendem com um simples clique (com no exemplo da blusa, lá em cima).

Com a ajuda das redes sociais (Facebook e Instagram), um pequeno negócio pode tornar-se conhecido por milhares de pessoas.

Afinal, nestas redes as pessoas compartilham o que lhes chama a atenção, divulgando o produto ou serviço deste empresário sem que ele precise gastar fortunas em propaganda.

Com certeza o comércio eletrônico veio para ficar.

Me arrisco a dizer que nós e nossos filhos, daqui a poucos anos, não viveremos sem a internet. Usaremos a rede virtual para oferecermos nossos serviços e buscar o de outras pessoas.

O que preciso saber para criar um comércio eletrônico?

No comércio tradicional, é preciso ter alguns pontos bem definidos para funcionar e dar certo. Mais de 80% dos pequenos empresários quebram logo no primeiro ano. o motivo? Não cuidarem deste planejamento.

Se você fosse buscar orientação no SEBRAE, por exemplo, para abrir seu negócio tradicional, eles fariam as seguintes questões:

– Defina o que será seu produto, o que seu comércio eletrônico venderá;

– Pesquise quem é o consumidor deste tipo de produto (chamado público-alvo);

– Aonde você irá criar seu “ponto”, em que região estará seu comércio?

– Precisará de funcionários? Será uma empresa familiar?

– Quem serão seus fornecedores? Qual sua necessidade de estoque?

– Você entregará produtos? Como?

– Como receberá o pagamento? Dinheiro, cheque, cartão de débito ou crédito?

– Como pagará os impostos? Terá um Simples ou um MEI?

– Como irá divulgar seu comércio? Panfletos, rádio, jornal, redes sociais?

– Qual seu capital inicial?

A realidade é que muitos que recebem estas orientações voltam para casa desanimados. Isto quando não desistem, frente a tantas providências.

A boa notícia é que existem maneiras mais fáceis de empreender, com o comércio eletrônico.

Como criar um comércio eletrônico

Definindo público e produto

No comércio eletrônico alguns pontos são parecidos com o comércio tradicional.

Você precisa conhecer seu público-alvo, e definir um produto – ou grupo de produtos – para vender.

Um exemplo: quero vender suprimentos e energéticos, para adultos de 20 a 35 anos, que malham em academia.

É o tipo de produto que você não vai oferecer para a senhora de 60 anos que faz crochê, nem para a mocinha que só gosta de ler e ir ao teatro. São públicos diferentes, e nenhum produto alcança todo mundo.

Seu local de trabalho é o mundo

trabalhar na internet viajando

Esta é a grande vantagem de ter um comércio eletrônico: você pode trabalhar de casa, ou até mesmo em viagem.

Você pode administrar seu negócio sozinho, somente durante algumas horas por dia.  Ele pode ser uma fonte de renda extra, ou tornar-se, se bem administrado, sua única fonte de renda.

Com um laptop, um celular e internet, você conseguirá gerenciar seu comércio de qualquer lugar!

De qualquer forma, terá que “abrir uma loja”, mas ao invés de ter endereço físico, este será virtual.

São os nossos conhecidos sites de compras ou lojas virtuais. O empreendedor virtual chama isto de “ecommerce”. E, com certeza, sai bem mais barato que “comprar um ponto” e alugar um imóvel.

Definir as formas de pagamento

Dentro de sua loja virtual, terá que instalar alguma plataforma de pagamento segura, para que os clientes possam se sentir tranquilos ao negociar com você.

Atualmente há inúmeras opções ao qual poderá se associar, como PayPal, Mercado Pago, PagUol, só para citar alguns.

Na prática, funcionam como as nossas conhecidas maquininhas eletrônicas, mas ainda podem dar a opção de boleto e transferência via internet banking.

Defina estoque necessário, fornecedores confiáveis, e como será feita a entrega

Tudo depende do nicho que irá atuar. Digamos que vá vender roupas de ginástica feminina:

  • Quantas peças você terá em estoque para pronta entrega?
  • Quem serão seus fornecedores? 
  • Como será feita a entrega?
  • Via correios, ou empresas especializadas?

No caso das roupas de ginástica, terá que verificar se tem espaço em sua casa para ter estoque.

Os fornecedores precisam ser confiáveis, pois você não vai querer ser penalizado pelos clientes, se não tiver mercadorias para enviar, certo?

Veja como encontrar fornecedores confiáveis para vender no seu ecommerce.

A entrega pode ser otimizada, caso o próprio fornecedor envie para seu cliente, acima de um número combinado de pedidos, por exemplo. Caso contrário, você terá que se deslocar aos correios, ou escolher pagar um pouco mais para empresas que buscam em sua residência e entregam com segurança.

Se você estiver começando a desanimar, respire, e continue lendo até o final! O método que vamos mostrar a você reduz todo este trabalho com estoques e envios.

Definir como recolherá impostos

Ao se iniciar um negócio, normalmente você precisará saber em qual categoria ele se encaixa dentro das leis de tributação.

Deverá criar um CNPJ, e tornar-se um MEI ou um SIMPLES, ou seja, um microempresário ou pequeno empresário.

Um MEI pode faturar até R$81.000,00 ao ano, ou seja, R$6750,00 ao mês. Já um SIMPLES é adequado para microempresas que faturam anualmente até R$360.000,00, ou até R$30.000,00 ao mês.

Algumas categorias de comércio somente se enquadram no SIMPLES, por isto sempre é importante consultar um contador de confiança, antes de fazer o CNPJ.

Novamente, no método que queremos apresentar à você, toda esta dor de cabeça não será necessária logo no início. A abertura do CNPJ só ocorrerá quando, ao longo do processo, você souber em que categoria irá se enquadrar, e quando seu negócio já estiver rodando a um tempo.

Ou seja, quando você já tem a garantia do sucesso de seu esforço!

Defina como será a divulgação de seu negócio

Atualmente as redes sociais, como Facebook e Instagram, já dão espaço para a divulgação de seu negócio.

No Facebook, através de páginas comerciais, que não são pagas, você pode divulgar seu comércio eletrônico de forma gratuita. Também pode optar por “posts” pagos. Estes  aparecerão na telinha de quem pode consumir seu produto ou marca.

Veja aqui um Passo a Passo Completo de Como Vender Pelo Facebook.

No Instagram também já existe a opção do Instagram para negócios, e é uma grande vitrine para produtos de moda, acessórios, decoração, por exemplo.

Confira Também um Artigo do Blog de Como Vender Pelo Instagram.

A divulgação de sua marca ou plataforma também pode ser feita através de Whatsapp, Messenger, e-mail etc.

O potencial mais interessante das redes sociais, porém, é o compartilhamento.

Você verá, com nosso método, que consumidores apaixonados são a nossa melhor propaganda.

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Isso que é comércio eletrônico? Ainda parece complicado para mim…

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Analisando tudo o que expliquei até agora, você deve estar olhando para cima, tentando lembrar o saldo de sua conta bancária.

Como pagar pelo estoque que terá que fazer, site que precisará criar, e tudo o mais?

E se investir em estoque e ele ficar encalhado? Quem vai pagar o prejuízo?

Vou responder a estas perguntas com outra: e se eu disser que há uma forma de comércio eletrônico onde metade das exigências que listei até agora não seriam preocupação sua?

Este tipo de comércio eletrônico é usado por grandes redes – como Lojas Americanas, Submarino, Casas Bahia, entre outras. Em suas lojas virtuais, oferecem produtos de vários nichos, mas não os possuem em estoque.  

Faça um teste, tente comprar um sofá cama, por exemplo, e verá que quem faz a entrega é o fabricante, e não a loja da qual comprou!

Isto significa que ela intermedia a venda, recebe o pagamento, mas não gasta com estoque de produto. Ou seja, está na loja virtual, e se os clientes gostarem, o empreendedor lucra – e o fabricante também.

Se não cair no gosto dos clientes, o empreendedor virtual não tem prejuízo pois não gastou para estocar aquele produto. Para o fabricante, é mais uma forma de vender, sem investir em propaganda. É uma parceria que dá certo.

Como microempreendedor digital, você também pode usar um processo semelhante, com a venda de produtos importados.

  • Terá que escolher os produtos que irá comercializar e o nicho de clientes? Sim.
  • Terá que escolher também uma plataforma de site para criar loja virtual? Sim.
  • Terá que encontrar fornecedores confiáveis? Sim.
  • Terá que recolher impostos? Sim.

Mas o investimento será muito menor, já que não terá que gastar com estoque, nem com contratação de funcionários, e não precisará se preocupar com a entrega de mercadorias, para iniciar seu negócio.

Bem mais fácil, não acha agora?

Este tipo de comércio vem crescendo no meio eletrônico, e esta é a chance de largar na frente.

Ainda que você não entenda bem como funciona o mundo virtual:

  • Se realmente tiver vontade de criar seu próprio comércio eletrônico,
  • Tendo uma renda extra,
  • Mudando de estilo de vida,

Convido você a conhecer o método que algumas pessoas estão utilizando para empreenderem com seu próprio negócio, com o comércio digital sem estoques.

Se você quiser descobrir mais como pode montar um negócio lucrativo com ecommerce, trabalhando de casa, sem correr riscos e sem recorrer a empréstimos, convido você a assistir um vídeo. Clique aqui para assistir

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Faz parte da equipe de conteúdo da Empreenda Ecommerce. A curiosidade a fez “especialista em assuntos aleatórios” – sabe de tudo um pouco, pois ela não para de estudar novos assuntos. Escreve desde os nove anos de idade e hoje se orgulha dos vários livros publicados.