como criar uma marca

Nossa época, conhecida como Era Digital, tem se tornado cada vez mais dinâmica, globalizada e competitiva.

Este contexto se reflete também no mercado: ele exige marcas fortes, capazes de se destacar em meio à ampla concorrência, adaptando-se às constantes inovações tecnológicas.

Assim, negócios de sucesso têm marcas de sucesso. Na verdade, a marca é o mais importante ativo de uma organização.

Isso é branding, ou seja, gestão de marca. É a palavra da moda no marketing pós-moderno.

A marca é vital para um negócio. Ela deve ser capaz de expressar a identidade da empresa, gerando:

  • Valor diante do público-alvo e da concorrência;
  • Vantagem competitiva e
  • Identificação.

E tudo isso culmina em quê?

Lucratividade. O objetivo de todo negócio.

Por isso, quem pensa em empreender não pode deixar de lado o investimento em uma marca forte no mercado.

Marcas vencedoras não oferecem apenas benefícios funcionais, mas emocionais. Esses benefícios devem ser cuidadosamente planejados e gerenciados, com o objetivo primordial de entrarem na mente do consumidor de forma positiva.

Ao realizar compras, o consumidor, inconscientemente, recorre às marcas – e seus valores – que estão arraigadas em sua memória.

Mas como ter uma marca de sucesso?

Neste artigo, vamos apresentar a você um Guia Completo sobre como criar uma marca forte no mercado.

Vem com a gente aprender, passo a passo, como criar uma marca campeã, capaz não só de conquistar, mas fidelizar o consumidor-alvo.

No nosso Guia Completo de Como Criar uma Marca Forte no Mercado, você vai encontrar os seguintes tópicos:

O que é uma marca?

Você, eu, todas as pessoas possuem marcas, que são nossas características: nome, traços, personalidade e formas de agir, por exemplo. Estas impressões, ou ao menos algumas delas, são percebidas por aqueles que convivem com a gente, ou mesmo que apenas nos veem, em uma primeira impressão.

E você conhece o velho ditado: “A primeira impressão é a que fica”, não é mesmo? Vale para pessoas, vale para negócios.

Gilberto Strunck, em seu livro “Como criar identidades visuais para marcas de sucesso” (2007, p. 18), assim define “marca” no âmbito empresarial:

“A marca é um nome, normalmente representado por um desenho (logotipo e/ou símbolo), que, com o tempo, devido às experiências reais ou virtuais, objetivas ou subjetivas que vamos relacionando a ela, passa a ter um valor específico.”

Gilberto Strunck

Assim, o objetivo primordial da marca de uma empresa é criar valor. Agregando valor à sua marca e gerando identificação com o público-alvo, seu negócio vende e cresce cada vez mais.

Algumas empresas podem administrar várias marcas ao mesmo tempo: por exemplo, a Siemens e a Nestlé. Nesse último caso, temos: Nesfit, Ninho, Nescau, Nescafé, Moça, Molico e outros.

Por outro lado, certas marcas chegam a ser sinônimas de categorias de produtos, tamanha a popularidade que alcançam: “Gillette” para lâmina de barbear e “calça Lee” (expressão mais antiga) para calça jeans são exemplos.

Lembrando que, além das marcas empresariais, outras organizações podem ser representadas por marcas, como partidos políticos, clubes e religiões.

Seja como for, para garantir a propriedade da marca no Brasil é aconselhável registrá-la no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

Quais são os elementos de uma marca?

Ok, sabemos o que é uma marca empresarial. Mas, na prática, quais são os elementos que a compõem?

Muitas pessoas chamam quaisquer marcas de “logomarca” ou “logotipo”, ou, ainda “logo”. Não existe um conceito inexorável. Mas, de acordo com o “guru do branding” Strunck (2007), as marcas podem ser classificadas em 4 tipos básicos conforme seus elementos:

  1. Figurativas: combinam figuras, sinais gráficos e símbolos. Representam a escrita peculiar de um nome, mais o logotipo;
  2. Nominativas: combinam apenas letras e números, que equivalem a um nome. São um logotipo;
  3. Mistas: combinam marcas figurativas e nominativas, ou seja, símbolo e logotipo;
  4. Tridimensionais: configuração 3D, especialmente aplicadas a embalagens.  

Percebeu os termos-chave nome, símbolo e logotipo? Eles são parte de um conceito maior chamado identidade visual, como veremos mais adiante.

Identidade visual é  a representação visual do nome de uma empresa, com todos os elementos gráficos envolvidos. Pode ser adaptada a diferentes suportes, como: veículos, material de escritório, banners, websites etc.

Um adendo: existe um fenômeno crescente nos dias atuais: as marcas mutantes.

As marcas mutantes são modificadas, às vezes radicalmente, conforme o contexto ou o suporte em que são apresentadas. Um bom exemplo é o Google, que altera sua marca de acordo, por exemplo, com datas especiais ou homenagens. Essa é uma tendência do mercado atual.

Bem, agora vamos ver, de fato, como criar uma marca forte no mercado,  atingindo em cheio o público-alvo.

O primeiro passo é se informar.

Conhecendo o mercado

Antes de criar a marca propriamente dita, é necessário que você dê alguns passos prévios. Em primeiro lugar, conheça seu nicho de mercado. A partir disso, você vai estar apto a encontrar o lugar da sua marca.

Comece determinando com precisão o público para quem deseja vender. Ademais, avalie a concorrência, inspire-se, mas também busque “fazer mais e melhor”.

Algumas dicas neste processo de busca são:

  • Pesquisar no Google em relação ao seu negócio e aos consumidores potenciais. Redes sociais são ótimas fontes de informação, tanto da concorrência como do público-alvo. Lojas virtuais, idem;
  • Conversar com pessoas que você acha que se fazem parte do público-alvo, descobrindo suas marcas preferidas e seu modo de pensar e ser;
  • Realizar compras-teste, tanto na internet como fora dela. Assim, vai se colocar no lugar de seus consumidores para avaliar a experiência de compra.

Agora, ciente dos principais concorrentes e do público-alvo, é hora de arregaçar ainda mais as mangas e pensar no posicionamento da sua marca no mercado. Lembre-se: para ser notado, é necessário ter algo de diferente!

Posicionando sua marca no mercado

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Posicionando sua marca no mercado

Em primeiro lugar, descreva, sucintamente, qual vai ser a posição do seu negócio/sua marca no mercado. Não precisa divulgar: é só para ajudá-lo a criar sua marca, obtendo as respostas-chave.

Para chegar a esta descrição, você pode fazer um brainstorm, ou seja, anotar tudo o que vier à sua mente – isso pode exigir certo tempo, não apenas um momento ou um dia – e fazer associações diversas.

Algumas questões para definir sua posição no mercado:

  • Quais produtos ou serviços vou oferecer e para quem?
  • Qual vai ser minha proposta de valor (ou seja, qual o valor agregado aos meus produtos e serviços)? Aqui, cabe considerar questões de responsabilidade social, além dos benefícios diretamente ligados ao indivíduo que fizer a compra;
  • Quais vão ser meus diferenciais em relação à concorrência? Faça uma proposta exclusiva de vendas que chame a atenção do consumidor e esteja à frente dos principais concorrentes;
  • A que palavras ou imagens minha marca está relacionada? Estilos de vida, vibes, ideias. Quer dizer, como seria minha marca se ela fosse uma pessoa? Uma persona que pudesse seduzir, conquistar e fidelizar clientes.

Por exemplo: escolha alguns adjetivos que você acha que podem fazer o público-alvo se identificar com sua marca: elegante, divertida, audaciosa, jovial, moderna, infantil, exuberante, clássica, inteligente… Pense. Faça associações. São muitas as possibilidades.

Compile uma persona para sua marca, que esteja diretamente ligada à persona típica do seu consumidor-alvo. Uma persona é um personagem fictício para quem você quer vender, com um nome e um contexto de vida, e é baseado em dados reais do mercado.

Por fim, não se esqueça de sempre buscar diferenciais para sua marca. Inspirar-se, sim, copiar, não.

Feito isso, é hora de partir para esta etapa tão decisiva: a escolha do nome da marca.

Escolhendo um nome para sua marca

Você pretende criar uma marca comercial, certo? Então, o nome dessa marca deve ser um nome comercial.

Um nome capaz de vender.

Que tenha a ver com seu tipo de negócio. Fácil de lembrar. Diferenciado. Capaz de aludir a algo diretamente ligado a seus produtos e serviços, mas não à concorrência direta.

Tenha em mente que marca não é apenas um nome: é reputação, ações, personalidade. Exatamente aquilo que nos distingue como pessoas.

Marcas também são promessas: elas oferecem coisas, remetem a situações, contextos, objetos, necessidades, sonhos. São emocionais.

Então, o nome da marca é muito importante! Dele dependem:

  • Logotipo;
  • Endereços do site e das redes sociais;
  • Marketing;
  • Registro de marca (não pode haver cópias);

     E principalmente:

  • Posicionamento no mercado.

Não hesite em inventar palavras, misturar ou adaptar conjuntos de termos, criar siglas, acrônimos ou, simplesmente, utilizar uma palavra metafórica relacionada ao seu negócio.

Experimente se aprofundar nas associações entre sua empresa e seu público.

Caso pretenda ampliar linhas de produtos ou serviços no futuro, você pode considerar nomear a marca com um termo mais genérico, que não remeta fortemente a determinado produto ou serviço.

Importante: verifique se o domínio na Internet com o nome da sua marca está disponível para registro, seja .com ou .com.br, ou ambos. Também pesquise se o nome da sua marca já é utilizado em redes sociais como Facebook, Instagram e Twitter, e como você pode adaptá-lo, caso necessário.

O ideal é que todas as redes sociais da marca ou empresa tenham o mesmo nome, ainda que adaptado no caso de o nome já ter sido registrado em uma ou outra rede social ou como domínio.

Bom, agora que você já tem um nome, o próximo passo é definir a identidade visual da sua marca.

Criando a identidade visual: o que sua marca tem a dizer

Criando a identidade visual da sua marca

Lembra-se de que falamos na identidade visual lá em cima? Vamos repetir: ela é “a representação visual do nome de uma empresa, com todos os elementos gráficos envolvidos”. Assim, temos:

  1. Logotipo (letras, com ou sem outros elementos gráficos);
  2. Símbolo (caso haja);
  3. Cor ou cores padrão;
  4. Alfabeto ou alfabetos padrão (fontes tipográficas).

Não existe uma ordem definida: primeiro determinar as cores, depois as fontes, então gráficos e/ou símbolo. Você pode fazer um brainstorm, ou seja, uma associação livre de ideias, sensações e objetivos relacionados à sua marca e ao seu público, para criar a identidade visual.

No intuito de o ajudar neste processo, vamos falar mais sobre os elementos gráficos da identidade visual da marca.

  • Cores

Eis aqui um aspecto essencial para uma marca: as cores.

Você já ouviu falar em psicologia das cores?

Saiba que o mundo das cores é uma verdadeira ciência. Procure descobrir mais sobre o assunto, para escolher as cores que possam transmitir as sensações e os valores desejados.

Pense também em se diferenciar, por meio das cores, da concorrência direta. Afinal, os consumidores poderiam se confundir, não é mesmo? E ser confundido, ou até mesmo ignorado, é tudo o que você não quer.

O Adobe CC pode ajudar você a descobrir quais cores combinam, criando ideias inusitadas.

Lembre-se de que, conforme o suporte em que a marca vá aparecer, ela pode ser representada em preto ou tons de cinza, ou mesmo sobre fundos de diferentes cores. Teste também essas possibilidades.

Outro aspecto é a legibilidade da/s palavra/s da marca, conforme o/s tipo/s de letra escolhido/s. Aliás, é sobre as fontes tipográficas que veremos a seguir.

  • Fontes tipográficas

As fontes tipográficas da marca são o/s alfabeto/s padrão. Além das fontes utilizadas na marca, compreendem aquelas empregadas conjuntamente com a marca, por exemplo no site da empresa e em materiais de divulgação.

As fontes também precisam transmitir os valores e o posicionamento da sua marca.

No caso do site da marca, o ideal é não utilizar mais que duas fontes diferentes, uma para o corpo do texto e outra para os títulos, além da fonte da marca. Dica: o Font Pair apresenta fontes que, usadas juntas, dão um bom resultado.

  • Símbolo

Pode ser que sua marca tenha um símbolo ou não. Ela pode até ter elementos gráficos, por exemplo na marca SEBRAE, mas nenhum símbolo específico, como na marca Shell.

A palavra “shell”, em português, significa “concha”. O símbolo da marca, por sua vez, remete a essa figura, de forma estilizada. Considere que a Shell é uma empresa de combustíveis, relacionada a extração de petróleo no mar, recursos naturais etc.

O símbolo deve sempre estar relacionado, de alguma forma, às vezes inconsciente, ao negócio em questão: seja abstrato (não representa nada à primeira vista) ou figurativo (baseado em ícones, fonogramas ou ideogramas).

Pense se você vai querer um símbolo para sua marca, ou ficará apenas com o logotipo – letras, com ou sem sinais gráficos.

Caso opte por utilizar um símbolo, seja criativo. Não copie. Você nem sempre precisará utilizá-lo, conforme a aplicação da marca, mas saiba que o símbolo pode se tornar um verdadeiro “farol” do seu negócio representando-o de forma extremamente sucinta e diferenciada.

A quem não remete aquele “M” amarelo imediatamente ao McDonald’s? Ou o pássaro do Twitter? Ou o sinal de positivo do Facebook?

Outra coisa: símbolo não é mascote, embora uma coisa possa ter a ver com a outra. Por falar em mascote…

  • Mascote: simpático e persuasivo

Nem todas as marcas têm uma mascote, e isso não é algo imprescindível. Porém, uma mascote pode ajudar nas campanhas de marketing e no reconhecimento da marca, ou do produto ou serviço.

Alguns exemplos de mascotes, são: o palhaço do McDonald’s, que sofreu várias alterações com o passar do tempo; o tigre da Kellog’s; o pinguim do Ponto Frio (nesse caso, ele aparece na marca) e, é claro, as mascotes dos times de futebol que servem como seus sinônimos.  

As mascotes podem ter nomes e personalidade próprias, que exprimem os valores da marca e são capazes de fazer conexões estratégicas com o público.

  • Manual de Identidade Visual

Por fim, não se esqueça de avaliar a aplicação da sua marca, e suas adaptações, em diferentes suportes, desde uniformes a veículos, adesivos, cartões de visitas e outros brindes ou materiais institucionais.

O ideal é a criação de um Manual de Identidade Visual (MIV) – que é em geral desenvolvido por um profissional do Design. Ele contém todas as especificações técnicas e possibilidades relacionadas à identidade visual.

Mas, é claro, você mesmo pode fazer um MIV, apresentando, por exemplo, sua marca em diferentes tamanhos, em preto, em tons de cinza, em negativo, em diferentes suportes, ligada a certos grupos de fontes tipográficas etc.

E, para finalizar a parte de como criar uma marca, vamos ver uma extensão dela que é o slogan. Nele, a marca deve falar de forma sucinta, direta e cativante.

Slogan: o que minha marca é, através de palavras

Slogan para sua marca

Você provavelmente já ouviu a expressão “slogan”. Ela é muito utilizada no meio do branding e do marketing.

Mas o que é um slogan?

Em resumo, um slogan é uma expressão que descreve, em poucas palavras, o que uma marca é ou busca transmitir ao consumidor. Deve provocar impacto e identificação com o público-alvo.

O slogan pode aparecer em vários suportes, como redes sociais, site da empresa, cartões de visitas e material de divulgação. Algumas possibilidades para criar um slogan são: utilização de metáforas e rimas, incentivo à ação do consumidor e afirmação do valor da marca.

O slogan pode ser modificado conforme as estratégias de marketing.

Veja alguns exemplos de slogan:

“Tomou Doril, a dor sumiu.”

“Nike. Just do it.”

“Pergunta lá no posto Ipiranga.”

Não deixe o tempo envelhecer sua marca

Por fim, é importante dizer que, como tudo na vida, uma marca também muda. Isso depende do mercado, do marketing, do público-alvo e das inovações tecnológicas.

Assim, uma marca está sendo constantemente construída, envolvendo desde o site até as redes sociais, o atendimento ao cliente, embalagens etc.

Conforme seu negócio cresça ou os focos dele sejam modificados, a marca deve acompanhá-lo.

Mas atenção: não tente controlar totalmente sua marca. Isso é impossível: cada pessoa a perceberá de uma maneira diferente, afinal “uma pessoa é um mundo”, com todas as suas experiências interiores e características. O objetivo é agradar à maior parte do público-alvo, através do valor e da identificação.

Concluindo

Sua marca vai se desenvolver junto com seu negócio e vice-versa. Portanto, invista em uma boa identidade visual e em estratégias de branding eficientes a curto, médio e longo prazos.

Se precisar de ajuda na questão de como criar sua marca, não hesite! Há opções eficientes e baratas no mercado, como o We Do Logos e o Workana.

Caso você não queira ou não possa investir na contratação de um designer, você mesmo pode fazer a logo do seu negócio. Fizemos um artigo para te ajudar a criar uma logo utilizando ferramentas gratuitas.

Para terminar: acredite, nós sabemos que nem sempre é fácil conseguir um lugar no mercado, hoje tão concorrido em quase todos os setores. Sabemos que as coisas também mudam muito rápido, e que a tecnologia exige aprendizado contínuo.

Mas não desista!

Siga sempre aperfeiçoando seu negócio. Pesquise, experimente, inove. Errar também faz parte do processo para chegar ao topo.

Empreender é um desafio. E nós estamos aqui para ajudá-lo a vencê-lo, passo a passo. Vamos, juntos, fazer seus sonhos se tornarem realidade.

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  • Estou tentando aprender todos passos, mais o que realmente devo fazer primeiro, para depois continuar com processo.