Tornar-se um empreendedor não é fácil, mas ser dono do seu próprio negócio pode trazer muitas alegrias e desafios. O primeiro deles é escolher como será sua empresa. Entre tantas possibilidades, criar uma loja virtual é uma delas.

Se você está pensando em como criar um e-commerce, este post é para você! Vamos trazer um contexto do mercado das vendas online e dicas para começar. Vamos nessa?

O mercado de e-commerces

De acordo com uma pesquisa da eBit e da Nielsen, em 2018 o faturamento do comércio eletrônico aumentou 18% em relação ao ano anterior no Brasil. Um estudo encomendado pelo Google mostra, ainda, que a previsão é de que o e-commerce brasileiro siga crescendo na casa dos dois dígitos ao ano nos próximos tempos.

Os números são tão promissores porque a compra online é preferência de 74% dos brasileiros, segundo um levantamento do NZN Intelligence. Ainda de acordo com essa pesquisa, 82% dos quase 120 milhões de brasileiros com conexão à internet já adquiriram algum produto em uma loja virtual ou marketplace.

O mercado é concorrido, mas a quantidade de compradores online garante sucesso àqueles que souberem criar e seguir uma boa estratégia! Por isso, vamos a algumas dicas para você começar a vender pela internet:

1. Defina o que vai vender

Exatamente porque existem milhares de lojas virtuais, você precisa escolher muito bem o que vai vender. Pense que, se você não se diferenciar, terá de concorrer com grandes marketplaces.

Então, a dica é focar na diferenciação do seu negócio. Para isso, você pode escolher um mercado bastante nichado para se estabelecer. Por exemplo, ao invés de vender produtos para pets, você pode se especializar em coleiras e guias para cachorros com estampas divertidas.

Outro conselho é o de escolher categorias de produtos com as quais você se identifique. Pense que seu e-commerce será como um filho, você vai ter que cuidar dele dia e noite. Então, é uma boa ideia trabalhar com algo que você goste e, mais importante, tenha alguma familiaridade. Isso vai te ajudar a lidar com fornecedores, a escrever as descrições dos produtos no site e a fazer posts nas redes sociais, por exemplo.

2. Defina suas personas

Juntamente com a definição do que sua empresa vai oferecer, você precisa estabelecer para quem seus produtos serão destinados. No entanto, você deve ir além de apenas determinar um público-alvo.

Ao criar uma persona, você faz um perfil do seu consumidor ideal. Ao pensar nessa pessoa, você deve determinar idade, sexo, renda, profissão, desejos, motivações e até mesmo alguns hábitos.

Dessa forma, fica mais fácil pensar no modo de vida desses clientes e em como você poderá fazer com que sua marca impacte essas pessoas. Você terá uma capacidade maior de prever como será a jornada do consumidor.

Vale lembrar que você pode ter mais de um perfil de cliente, então pode criar mais personas. A dica, no entanto, é criar uma para cada jornada. Ou seja, por mais que determinados perfis não sejam exatamente os mesmos, se a jornada do consumidor for igual, você não precisa ficar criando várias personas. Uma para cada jornada esperada está bom!

3. Analise a concorrência

Até aqui, você já sabe o que e para quem vai vender. Mas precisa saber também se alguém já está fazendo isso.

É claro, dificilmente você será a única empresa em um ramo, por mais específico que ele seja. Entretanto, você deve saber quem são seus concorrentes.

Dessa forma, você consegue saber o que eles estão fazendo e consegue levar isso em consideração na sua estratégia. Você vai vender um produto mais caro e de melhor qualidade ou com atendimento premium? Ou vai optar por ganhar a clientela oferecendo preços mais baixos? Conhecer a concorrência vai te ajudar a se posicionar no mercado.

Olhar para seus competidores pode te dar um panorama do que já funciona e, portanto, do que você pode fazer no seu negócio. O contrário também é válido: se você enxergar pontos de melhoria no concorrente, pode aplicá-las à sua loja para atender melhor os clientes.

4. Monte seu site

Definida a estratégia inicial, hora de colocar a mão na massa e de montar seu site. Você pode optar por contratar um desenvolvedor ou o serviço de uma plataforma de e-commerce.

O desenvolvedor vai permitir mais personalizações no seu e-commerce, mas essa opção costuma ser bem mais cara e, a cada alteração que precisar fazer, você vai depender desse profissional. Já a plataforma de e-commerce vai sair mais em conta e oferecer diversos serviços e aplicativos de meios de envio. Apesar de você não ter um desenvolvedor só para o seu site, hoje em dia existem muitas possibilidades de personalização nas plataformas.

Seja qual for a sua opção, é importante prestar atenção se a navegação pela sua loja virtual está fácil. Você pode pedir a amigos e familiares para que eles testem e te digam o que acharam.

Preste atenção também a alguns detalhes quando for cadastrar os produtos. Tire boas fotos e capriche nas descrições. Pense que esses fatores vão ajudar seu cliente a conhecer as mercadorias, uma vez que não vai poder pegá-la nem experimentá-la na hora da compra. Além disso, as explicações sobre os produtos vão ajudar no SEO do seu e-commerce.

5. Defina os meios de pagamento

Com seu site pronto e os produtos cadastrados, você precisa definir as formas como seus clientes poderão pagar pelas compras quando forem fazer o checkout. Você pode optar por transferência bancária, cartão de crédito ou débito, boleto ou até mesmo facilitadores de pagamento, como PayPal ou Mercado Pago.

Ao escolher, leve em conta que você quer proporcionar a melhor experiência possível para o usuário. Que formas podem deixar seu cliente mais confortável na hora de pagar?

Outro ponto importante é o de não disponibilizar todos os meios de pagamento existente. Isso pode confundir o consumidor. Portanto, dê opções, mas vá com calma!

6. Pense na sua estratégia de frete

Quando pensamos em frete, muitas vezes achamos que é só enviar o produto comprado pelos Correios. Essa é uma possibilidade, mas é importante saber que não é a única. Você pode — e deve! — criar toda uma estratégia para mandar as compras para o cliente

Existem diversos meios de envio e os preços e prazos variam de acordo com a localização, a distância da entrega e o tamanho e peso do produto. É importante comparar as opções e oferecer ao cliente as com menores prazos e preços. Isso porque o frete costuma ser uma das maiores dores do comprador online.

Existem empresas que fazem essa comparação dos meios de envio, como, por exemplo, a Melhor Envio. Para te ajudar a escolher, você pode integrar aplicativos como esse à sua loja virtual.

7. Escolha os canais em que estará presente

Estar nas redes sociais é muito importante na nossa sociedade. É lá que sua marca vai se tornar conhecida pelas pessoas. No entanto, apesar de ser onipresente parecer uma boa ideia, é preciso otimizar os esforços e optar pelos canais em que seu público estará mais presente.

Por exemplo, se você vende roupas, o Instagram é uma boa rede social para você postar fotos bonitas de pessoas usando seus produtos. Já se você vende produtos de escritório, talvez o LinkedIn seja uma rede melhor para você estar.

Não há um limite de redes sociais e canais de atendimento (e-mail, telefone, WhatsApp, chat) para sua marca estar presente. Mas tenha em mente que, se você tiver um canal, os clientes vão falar com você por ali e ficarão frustrados se não obtiverem resposta. Por isso, saiba quais deles priorizar.

Além disso, deixe claro quais são seus horários de atendimento e prazos para resposta. Dessa forma, seu cliente não ficará ansioso — o que poderia levá-lo a optar por algum concorrente.

8. Lembre-se do marketing digital

Agora que você já tem sua loja virtual e suas redes sociais, precisa fazer a divulgação disso. Seja com conteúdos orgânicos (não pagos) ou com anúncios, você precisa marcar presença no ambiente digital.

O marketing digital, ao contrário do offline, possibilita que você crie campanhas sem necessariamente gastar tanto com elas e, mais importante, que você monitore o comportamento dos usuários.

Isso vai permitir que você ajuste suas estratégias. Assim, você otimiza os investimentos e terá conhecimento de onde deve focar os esforços!

9. Comece com calma

Realmente, se você está pensando em como começar um e-commerce, o trabalho vai ser duro. Por isso, não tenha pressa.

Cumpra cada um dos passos de cada vez e tome seu tempo para conhecer seu próprio negócio. Entenda como será sua operação antes de ter planos de vender para o mundo todo.

Por exemplo, se achar que é uma boa ideia, pode começar vendendo apenas na sua região antes de alcançar todo o país. Ou então, pode lançar apenas um ou dois produtos para entender como será sua logística.

O importante aqui é conseguir aplicar sua estratégia para que seu negócio possa crescer de forma saudável. Tenha calma e dedique-se ao seu e-commerce. Aos poucos, você verá um crescimento nas vendas!

Empreender não é fácil, mas o mercado de e-commerces no Brasil, apesar de competitivo, é promissor. Agora que você já sabe como começar um e-commerce, é só arregaçar as mangas e começar o trabalho! Vamos nessa?

Informações da autora


Victoria Salemi é a editora responsável pelas parcerias de conteúdo da Nuvemshop, a maior plataforma de e-commerce da América Latina em lojas ativas. Formada em Jornalismo, ama escrever e tornar assuntos complicados acessíveis a todos!

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Caio Ferreira é especialista em e-commerce, marketing direto e dropshipping. Criou o curso de dropshipping do Brasil mais completo do Brasil - o Negócio em 21 Dias 2.0 - e ajudou milhares de pessoas a mudarem de vida criando suas próprias lojas virtuais na internet sem gastar nenhum centavo comprando estoque de mercadorias.